Fizera-me folha para presa a raiz mais forte da terra me alimentar...
Me acariciar com o vento que cerca minha delicadeza,
Envelhecer presa ao que acredito e cair lentamente na relva.
Não fora tarde, quisera ser a minha liberdade o preço de minha maior riqueza, e minha rebeldia o valor de meu maior sacrificio. Pois não estou a disposição de qualquer que seja a pessoa que me limite. Minha criatividade está solta ao ar e minha sanidade só a tem quem enlouquece comigo. No meu prazer está a afinidade da doçura e da caricia, mas também está a grotesca força da carne que trafega entre o maldito e o bendito seja.
Hoje já não omito, já não me escondo, pois me sinto mais livre pela minha língua.
Estou presa a terra.... A agua abençoada me banha....
Infinitamente fertil, debilmente mortal, seguramente insana, torço retorço a vida para que haja no final uma gota de humanidade e finalmente enfiada na terra, ver cintilar mil estrelas banhada pela Lua, minha mãe, fiel companheira.
Malú (2010)

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