RASCUNHO
Eu ví que o homem foi crucificado e embalado para fritar por diversas e diversas vezes no altar.
Pobre de nós, acentuamos nossos desejos em tantos beijos e nem sequer por vezes há a verdade e a coerêrncia no olhar. Amar, amor..... diga me lá.
O poeta escreveu frases e fez acaso vasos dilatados e embriagados na noite sombria. Assim também foi crucificado, sem nenhuma chance e apunhalado por todos os lados e decepado alí largado ao fim.
Há uma solene prece no ar, ela pede renuncia. Ela pede cuidado. Ela pede que atente ao futuro ao início e ao fim. Atente ao que se mascara levemente e por fim a verdade acaba em sí.
Eu ví o menino portar a bandeira. Deixe ele. deixe ele em paz.
Ainda há leve o cheiro de alecrim na poesia, deixa ela renascer. O convite é claro e estampado, vamos crescer ou morrer?
Decida por nós, decida por mim!
