terça-feira, 21 de fevereiro de 2023



RASCUNHO 

Eu ví que o homem foi crucificado e embalado para fritar por diversas e diversas vezes no altar. 

Pobre de nós, acentuamos nossos desejos em tantos beijos e nem sequer por vezes há a verdade e a coerêrncia no olhar.   Amar, amor..... diga me lá.

O poeta escreveu frases e fez acaso vasos dilatados e embriagados na noite sombria. Assim também foi crucificado, sem nenhuma chance e apunhalado por todos os lados e decepado alí largado ao fim. 

Há uma solene prece no ar, ela pede renuncia. Ela pede cuidado. Ela pede que atente ao futuro ao início e ao fim. Atente ao que se mascara levemente e por fim a verdade acaba em sí.

Eu ví o menino portar a bandeira. Deixe ele. deixe ele em paz.

Ainda há leve o cheiro de alecrim  na  poesia, deixa ela renascer. O convite é claro e estampado, vamos crescer ou morrer?

Decida por nós, decida por mim!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Fogo


Minha Consagração Elemento Fogo 

Meu poema 

Deus Sol Meu querido amigo, meu amor Meu pai, meu abrigo.

 Pude sentir te sorrateiro quase ao anoitecer,  E vi lhe nascer pequenino, da mãe do céu o menino,  da Deusa o consorte divino. avô do inocente índio, do mundo o pai maior. 

Me incêndiei, me vi mulher, do aquecer ao fulgor,  e o toque ao transpirar,  o inebriante sentido do amor. 

Daí me força para caminhar, fazê me doce para entender . os tantos rumos da vida Ilumina meu ser.

Fazê me sua guerreira, defensora fiel., dos Deuses que eu seja filha,  do Infinito, estrelas, terra, alma e céu. 

Se sentires por ventura o fogo da emoção, transforma com carinho.  o alimento divino com pura gratidão.  E traga dentro da alma,  solidifica, retalha e faça,  a tua mesa sagrada,  teu abençoado pão. 

Que o fogo te aqueça agora,  que sintas que ele mora, neste cantinho, neste chão E tornes sagrado outrora,  cada espaço alegra afora,  com a força que transforma o teu coração. 

Eu sei haverá o dia,  ao colo da Deusa caída falhará minha visão,  mas seguirei com minha alma, Me deitarei calma e calda, na palma de tuas mãos! 

Malu Cabral 04/outubro/2017

 Lua Cheia Sol em Aires.

Cidade das Estrelas 




quinta-feira, 22 de março de 2012

Saudade...

E eu queria que encaixasse nossos tornozelos...
Que revirassem nossas mãos...
Em nossos sonhos desvaneios fossem tantos.... tolos e puros.
Que não me esquecesses nem um só momento... e se este momento que te deu este pequeno esquecimento lembrasse que não esqueci de ti.
O amor será uma dependência? Será aquela forte vontade de matar e proteger?
Será que ele te vira tão do avesso, que finalmente olhas e nada vês.... ou tudo vês.
Só queria te ter mais um instante, e quando ao termino deste instante percebi.... quero te ter outra vez...
E circulando neste redemoinho doido.... estou entregue....
Não sei viver
Não sei porque...
Não sei ser eu sem voce.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

TRILHOS


ESTOU PRONTA A RECOMEÇAR.

VEJO TRILHOS TROCADOS, VIDROS QUEBRADOS... UM CAMINHO SOLTO... PASSOS...
VEJO MINHAS MÃOS FORTES, MEU PEITO ABERTO... MEU DESEJO DE REALIZAR.

VEJO DESPERDICIO DE TEMPO... AMORES VAZIOS... SOLTOS POR TÃO DENSO E LARGO FIO...
VEJO O TEMPO GRANDE SENHOR DAS REALIZAÇÕES... MAS VEJO SUCUMBIDO LAÇOS... E O CAMINHAR PESADO SOBRE PÉS QUE QUANTO JÁ NÃO PISARAM... E CANSADOS PESADOS... PRESTAM-SE CUIDADOS E CALMOS O CAMINHAR...

VEJO UMA SOLIDÃO INCONTIDA... MAS SERÁ QUE HÁ ALGUM ESPAÇO PARA COMPARTILHAR?
VEJO AINDA NÍTIDO, PASSAROS EM MINHA JANELA, A FLORES EM MEUS QUINTAIS.

E AINDA UMA SUBITA E IMORTAL VONTADE PELA VIDA.

E AINDA UMA ALEGRIA INCONTIDA QUE HOJE É O DIA DE TUDO SE REALIZAR.

COMO HAVERÁ DE SER.

ARCO-IRIS

SÃO PONTOS DE CORES...
ONDE CONTRASTES SE DÃO.
SE ALI ENCONTRO FLORES
EM SEUS OLHOS SOLIDÃO...

A PARTIR DO INFINITIVO
UM PRESENTE DE MEU DEUS
O BEIJO QUE AINDA ARDE
O BRILHO DOS OLHOS SEUS...

SE AINDA ÉS SOLIDÃO
MEDITO O CÉU E O MAR
QUAL O PODER QUE SE VÃO
QUAL O PODER DE TE AMAR?

(MUSICADA POR CABRAL)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

...

DIGA ME 


Dizer  o que...
Quando os prantos são brancos...
Quando as cores são pálidas...
Quando as margens são secas e os cantos são cálidos...

Se o olhar é gelado...
Se a verdade é obsena...
Se a face enrruguece e translucida exausta...

Se o papel a escrita apagou...
Se não reside nada nada de tanta mentira....
Como se o fim não chegasse e por fim...
Porque ainda há tanto amor?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Desrritmo.

Soprou-me verso em meu ouvido... fiz canção.
Darte-ei sã minha alma, para que tua e somente tua serei.
Já me basta o calor da tempestade e o assustador assombro das margens que se movimenta ao redor de suas águas...
Calada e cálida me apronto...
Sou o momento que te abraça...
Sou o vento que acaricia leve seu rosto e o colo que te faz dormir.
Dispo-me do todo que sou e me visto de tudo que és.
És para mim o encantamento do momento que vivi e a espera de teu abraço.
O que me dizes agora não sei...
O que lhe digo? Amor.